Questão nº 31

Questão de Geografia · FGV IBGE 2016 - Técnico (nº 31)

FGV2016Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A IGeografia
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A tabela abaixo apresenta os dados sobre a mobilidade pendular nas regiões metropolitanas do estado de São Paulo, nos anos de 2000 e 2010:

Figura da questão de Geografia

Fonte: Projeto mobilidade pendular na Macrometrópole – NEPO/UNICAMP - EMPLASA, 2013.

As pesquisas sobre deslocamentos pendulares são de fundamental importância para subsidiar o planejamento urbano e regional, pois fornecem um indicador da integração funcional entre localidades.

Compreende-se como mobilidade pendular e considera-se um dos efeitos de seu incremento para as regiões metropolitanas, respectivamente:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Mobilidade pendular é o vai-e-vem diário (ou regular) de pessoas entre a cidade onde moram e outra cidade onde trabalham ou estudam. É um termômetro da integração entre municípios: quanto maior, mais as cidades dependem umas das outras.

  • (A) Correta: Define exatamente o fenômeno (deslocamento regular para trabalho/estudo com retorno ao domicílio) e aponta um efeito direto e mensurável: mais passageiros nos transportes intermunicipais, o que pressiona o sistema de transporte.
  • (B) Incorreta: A definição é genérica demais (casa-trabalho) e o efeito citado é falso: o incremento da pendularidade costuma piorar a qualidade de vida (mais tempo de viagem, cansaço), não melhorá-la.
  • (C) Incorreta: A armadilha está em "sazonal" e "moradia": pendularidade não é migração sazonal (como trabalho em colheita) e não envolve mudança de moradia — a pessoa retorna todo dia ao domicílio.
  • (D) Incorreta: Inverte a direção: a pendularidade típica é da periferia para o centro (núcleo metropolitano), não para as periferias. Além disso, não há relação direta com queda do preço da terra no centro.
  • (E) Incorreta: "Estacional" (por estações do ano) é errado — o movimento é diário/regular, não sazonal. E o efeito citado (aumento de custo) é consequência possível, mas não o efeito principal nem o mais usado como indicador de integração funcional.

Fonte: FGV IBGE 2016 - Técnico Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A I (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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