Questão nº 34

Questão de Contabilidade · FGV ALEP 2024 (nº 34)

FGV2024Técnico Legislativo - Técnico em ContabilidadeContabilidade
Gabarito: Aver comentário ↓

Em 02/01/2023, uma sociedade empresária apresentava o seguinte balanço patrimonial: Ativo Imobilizado: R$80.000; Patrimônio Líquido: R$80.000. Terreno: R$80.000. Ativo Total: R$80.000; Passivo + PL: R$80.000.
Em 31/12/2023 foi constatado que o valor justo do terreno era de R$100.000, uma vez que a área em que estava localizado tinha se valorizado. Na data, se o terreno fosse vendido, os gastos necessários para efetivar a compra, como honorário de advogados e impostos, eram estimados em R$8.000.
Assinale a opção que indica o valor do terreno apresentado no balanço patrimonial da sociedade empresária em 31/12/2023.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O conceito-chave aqui é o modelo de custo para o Ativo Imobilizado: após o reconhecimento inicial, o bem fica registrado pelo custo de aquisição menos depreciação, exaustão ou amortização acumuladas (e menos perdas por redução ao valor recuperável). Valor justo é o preço que seria recebido pela venda do ativo em uma transação não forçada entre participantes do mercado, mas, no modelo de custo, ele não é usado para reavaliar o bem no balanço — apenas para testes de impairment (perda de valor), nunca para aumento.

  • (A) Correta: O terreno permanece registrado pelo custo original de R$80.000, pois a empresa usa o modelo de custo; a valorização para R$100.000 (valor justo) não é reconhecida no balanço, apenas divulgada em notas explicativas, se aplicável.
  • (B) Incorreta: R$88.000 não corresponde a nenhum cálculo válido; seria um valor híbrido sem fundamento contábil (não é custo, nem valor justo líquido de despesas de venda).
  • (C) Incorreta: R$92.000 é o valor justo líquido de despesas de venda (R$100.000 − R$8.000), mas esse valor só seria usado em um teste de impairment (para verificar perda), e não para reconhecer ganho; como o valor justo é maior que o custo, não há perda a reconhecer.
  • (D) Incorreta: R$100.000 é o valor justo bruto, que só seria usado no modelo de reavaliação (permitido para alguns ativos, mas não para terrenos no Brasil, e a questão não menciona que a empresa adotou esse modelo); no modelo de custo, não se reavalia para cima.
  • (E) Incorreta: R$108.000 é um valor absurdo, que soma o valor justo com as despesas de venda (R$100.000 + R$8.000), invertendo a lógica — despesas de venda reduzem o valor realizável, nunca o aumentam.

Armadilha da banca: a alternativa C (R$92.000) é a mais tentadora, pois o aluno calcula corretamente o valor justo líquido (R$100.000 − R$8.000) e acha que isso reavalia o ativo. Mas a pegadinha é que, no modelo de custo, valorização nunca é registrada — só perda por impairment (se o valor recuperável fosse menor que o custo). Como o valor justo é maior, o terreno fica parado em R$80.000.

Fonte: FGV ALEP 2024 Técnico Legislativo - Técnico em Contabilidade (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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