Questão nº 51
Questão de Enfermagem · FCC TRT23 2022 (nº 51)
Os veículos para atendimento pré-hospitalar e/ou transporte de pacientes do tipo B "Unidade de Suporte Básico de Vida", que contam com Técnico ou Auxiliar de Enfermagem como condutor, podem realizar o transporte de pacientes com risco conhecido entre unidades extra hospitalares sem a presença do enfermeiro, desde que, o enfermeiro, como responsável pela equipe, avalie o paciente quanto ao grau de dependência, antes da realização do transporte. Nesse contexto, recomenda-se que na Unidade Móvel tipo B seja realizado pelo Técnico de Enfermagem o transporte de paciente classificado como cuidado intermediário, que é o paciente
- Apassível de instabilidade das funções vitais, recuperável, sem risco iminente de morte, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.
- Bcrônico, estável sob o ponto de vista clínico, porém com total dependência das ações de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas.
- Cestável sob o ponto de vista clínico e de enfermagem, com parcial dependência dos profissionais de enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas. (alternativa correta)
- Dgrave e recuperável, com risco iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo assistência de enfermagem e médica permanente e especializada.
- Ede cuidado paliativo, sem risco iminente de morte, autossuficiente quanto ao atendimento das necessidades humanas básicas.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
O cuidado intermediário refere-se a pacientes que, embora estáveis, precisam de alguma assistência de enfermagem para suas atividades diárias, mas não exigem monitoramento contínuo ou intervenções complexas de alta intensidade.
- (A) Incorreta: Esta descrição se encaixa em pacientes de alta dependência ou terapia semi-intensiva, que requerem monitoramento e assistência mais intensiva do que o cuidado intermediário e não seriam adequados para transporte apenas com Técnico de Enfermagem em uma unidade tipo B.
- (B) Incorreta: Embora crônico e estável, a "total dependência" sugere uma carga de trabalho de enfermagem que pode ser complexa demais para um transporte sem enfermeiro a bordo, dependendo da natureza da dependência. Geralmente, pacientes com total dependência, mesmo estáveis, podem demandar mais recursos ou um profissional de nível superior durante o transporte.
- (C) Correta: Pacientes estáveis clinicamente e de enfermagem, com parcial dependência para as necessidades básicas, são a definição ideal de cuidado intermediário. Eles precisam de auxílio, mas não de intervenções complexas ou monitoramento contínuo que exijam um enfermeiro ou médico a bordo, sendo compatíveis com o transporte em Unidade de Suporte Básico de Vida (tipo B) com Técnico de Enfermagem, após avaliação prévia do enfermeiro.
- (D) Incorreta: Esta alternativa descreve um paciente crítico ou de alta complexidade, com risco iminente de morte e instabilidade. Tal paciente requer uma Unidade de Suporte Avançado de Vida (tipo C ou D), com médico e/ou enfermeiro, sendo inadequado para uma unidade tipo B com apenas Técnico de Enfermagem. Armadilha da banca: A menção de "recuperável" pode induzir ao erro, mas o restante da descrição ("grave", "risco iminente de morte", "instabilidade das funções vitais", "assistência permanente e especializada") aponta claramente para um paciente de alta complexidade, que exige recursos muito além do que uma unidade tipo B pode oferecer para transporte seguro.
- (E) Incorreta: Pacientes "autossuficientes" quanto às necessidades básicas são classificados como de cuidado mínimo ou autocuidado, não de cuidado intermediário, pois não apresentam dependência significativa que justifique a classificação intermediária.
Fonte: FCC TRT23 2022 Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Enfermagem do Trabalho (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.