Questão nº 12

Questão de Língua Portuguesa · FCC TRT21 2017 (nº 12)

FCC2017Técnico Judiciário - Área AdministrativaLíngua Portuguesa
Gabarito: Cver comentário ↓

Atenção: As questões de números 7 a 11 referem-se ao texto abaixo.

É compreensível imaginar que, dentro do contexto de uma arte de tantos séculos como o teatro, o clichê "nada se cria, tudo se copia" já seja uma máxima. Alguns estudiosos da dramaturgia dizem que tal frase é perfeitamente aplicável. O curioso, no entanto, é constatar a rapidez com que o cinema, que tem menos de 120 anos de vida, tem incorporado essa máxima.

No século 21, é em Hollywood que essa tendência aparece com maior força. Praticamente todos os sucessos de bilheteria da indústria cinematográfica norte-americana são adaptações de quadrinhos, livros, videogames ou programas de TV que fizeram sucesso. A indústria da adaptação tornou-se tão forte que existe uma massa de escritores com contratos fixos com alguns estúdios, o que significa que escrevem obras literárias já pensando em sua adaptação para o cinema. O roteiro original, portanto, tornou-se um artigo de luxo no cinema norte-americano.

Em Hollywood, tal fenômeno é compreensível. A razão para que haja uma alta sem precedentes das adaptações é o medo do risco em tempos de crise econômica, que faz com que os estúdios apostem em histórias já testadas e aprovadas por leitores. Essa estratégia, apesar de não garantir êxito de bilheteria, reduz o risco de apostar todas as fichas em histórias inéditas.

No Brasil, as adaptações também viraram moda, uma vez que, nos primeiros anos do século 21, os filmes mais comentados vieram de livros e outras formas de expressão artística.

(Adaptado de: BALLERINI, Franthiesco. Cinema Brasileiro no Século 21: reflexões de cineastas, produtores, distribuidores, exibidores, artistas, críticos e legisladores sobre os rumos da cinematografia nacional. Edição digital. São Paulo: Summus Editorial, 2012)


Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

A vírgula é usada para separar elementos em uma frase, mas não deve separar o sujeito do verbo, o verbo de seus complementos (objeto direto, objeto indireto, predicativo) ou um nome de seu complemento. No entanto, é usada para isolar adjuntos adverbiais deslocados (especialmente se longos), orações subordinadas adverbiais e expressões explicativas.

(A) Incorreta: A vírgula após "sabido" está incorreta, pois separa o verbo "bebeu" de seu sujeito "A produção cinematográfica". A vírgula após "declarou-se" separa o verbo de seu predicativo do objeto "independente".
(B) Incorreta: A vírgula após "que" está incorreta, pois separa o verbo "Sabe-se" de sua oração subordinada substantiva subjetiva ("que a produção cinematográfica...").
(C) Correta: O adjunto adverbial de tempo "Há mais de meio século" está deslocado e corretamente separado por vírgula. A oração subordinada adverbial concessiva "embora a produção cinematográfica tenha sempre considerado a literatura como fonte de inspiração" está corretamente separada da oração principal por vírgula.
(D) Incorreta: A vírgula após "independente" está incorreta, pois separa o predicativo do objeto de seu complemento ("das outras artes"). A vírgula após "sabe-se" está incorreta, pois separa o verbo de sua oração subordinada substantiva subjetiva.
(E) Incorreta: A vírgula após "literatura" está incorreta, pois separa o sujeito "A literatura" de seu verbo "serviu". A vírgula após "este" está incorreta, pois separa o sujeito "este" de seu verbo "declarou-se".

Fonte: FCC TRT21 2017 Técnico Judiciário - Área Administrativa (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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