Questão nº 3

Questão de Língua Portuguesa · FCC TJ-MA 2019 (nº 3)

FCC2019Comum Analista TILíngua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

[Os nomes e os lugares]

É sempre perigoso usar termos geográficos no discurso histórico. É preciso ter muita cautela, pois a cartografia dá um ar de espúria objetividade a termos que, com frequência, talvez geralmente, pertencem à política, ao reino dos programas, mais que à realidade. Historiadores e diplomatas sabem com que frequência a ideologia e a política se fazem passar por fatos. Rios, representados nos mapas por linhas claras, são transformados não apenas em fronteiras entre países, mas fronteiras "naturais". Demarcações linguísticas justificam fronteiras estatais.

A própria escolha dos nomes nos mapas costuma criar para os cartógrafos a necessidade de tomar decisões políticas. Como devem chamar lugares ou características geográficas que já têm vários nomes, ou aqueles cujos nomes foram mudados oficialmente? Se for oferecida uma lista alternativa, que nomes são indicados como principais? Se os nomes mudaram, por quanto tempo devem os nomes antigos ser lembrados?


Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do primeiro parágrafo do texto em:

Este texto de apoio vale também pra questão nº 1, questão nº 2, questão nº 4, questão nº 5, questão nº 6.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

A interpretação de texto, especialmente de relações semânticas, busca entender o significado de palavras e expressões no contexto em que são usadas, identificando sinônimos, antônimos ou paráfrases que mantêm o sentido original.

  • (A) Correta: "um ar de espúria objetividade" significa uma aparência de algo que parece objetivo, mas que, na verdade, é falso ou ilegítimo. "Um aspecto de pretensa verdade" traduz isso perfeitamente: "aspecto" (aparência), "pretensa" (suposta, alegada, mas não real, o que corresponde a "espúria") e "verdade" (relacionada à "objetividade").
  • (B) Incorreta: "reino dos programas" refere-se ao domínio de planos, projetos ou ideologias políticas, não ao "domínio das ciências", que busca a objetividade.
  • (C) Incorreta: "se fazem passar por fatos" significa que a ideologia e a política fingem ser fatos, mascaram-se como fatos. "Subestimam a potência do que é real" significa o oposto, que elas desvalorizam a realidade. A armadilha aqui é confundir "passar por" (no sentido de "apresentar-se como") com "passar por cima de" ou "ignorar".
  • (D) Incorreta: "sabem com que frequência" indica que conhecem a regularidade ou periodicidade de algo, sem especificar se é frequente ou raro. "Conhecem o quanto é raro" restringe o sentido a uma baixa frequência, o que não é necessariamente o que o texto afirma.
  • (E) Incorreta: "demarcações linguísticas" são divisões ou fronteiras baseadas na linguagem. "Atribulações da linguagem" seriam problemas ou dificuldades relacionadas à linguagem, o que é um sentido completamente diferente.

Fonte: FCC TJ-MA 2019 Conhecimentos Comuns (Analista TI) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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