Questão nº 19
Questão de Língua Portuguesa · CESGRANRIO IBGE - Processo Seletivo 02/2016 (nº 19)
Texto III
Do fogo às lâmpadas de LED
Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos
uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso
olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e co-
res de maneira ímpar. O que denominamos luz no co-
tidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não
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é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou
micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou
dos raios X, empregados em exames médicos.Para que pudesse enxergar seu caminho à noi-
te, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de
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iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam
restos de queimadas naturais, mantendo as chamas
em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o
fogo poderia ser produzido ao se atritarem pedras ou
madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia
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de iluminação artificial.A necessidade de transporte e manutenção do
fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de
iluminação mais compactos e de maior durabilidade.
Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as primeiras
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lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas,
tendo, como pavio, fibras vegetais que queimavam
em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência
desses dispositivos foi aumentada, com o uso de óleo
de tecidos gordurosos de animais marinhos, como
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baleias e focas.As lâmpadas a óleo não eram adequadas para
que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem ilumi-
nadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a
gás obtido por meio da destilação do carvão mineral.
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Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao
local de consumo e inflamado para produzir luz.O domínio da tecnologia de geração de energia
elétrica e o entendimento de efeitos associados à
passagem de corrente elétrica em materiais viabiliza-
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ram o desenvolvimento de novas tecnologias de ilu-
minação: lâmpadas incandescentes, com filamentos
de bambu carbonizado, que garantem durabilidade
de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâm-
padas halógenas, com maior vida útil e luz com maior
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intensidade e mais parecida com a luz solar.
No trecho do Texto III "Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial." (ℓ. 9-11), a expressão em destaque pode ser substituída, mantendo-se a mesma relação lógica, por
- AÀ medida que
- BJá que
- CA fim de que (alternativa correta)
- DLogo que
- EDesde que
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: A expressão "para que" introduz uma finalidade (o objetivo da ação). Para substituí-la sem mudar o sentido, precisamos de outra locução que também expresse finalidade, como "a fim de que". Termo técnico: relação lógico-discursiva é o sentido que uma palavra cria entre ideias (causa, consequência, finalidade, etc.).
- (A) Incorreta: "À medida que" indica proporção (uma coisa varia junto com outra), não finalidade. A armadilha aqui é o aluno confundir "à medida que" com "à medida em que", mas nenhuma das duas expressa objetivo.
- (B) Incorreta: "Já que" indica causa (motivo do que foi dito antes), não finalidade. A pegadinha: o aluno pode achar que "buscar iluminação" é consequência de "não enxergar", mas a oração em destaque responde "para quê?", não "por quê?".
- (C) Correta: "A fim de que" é a única que mantém a relação de finalidade (objetivo), exatamente como "para que". Ambas introduzem a intenção da ação: o homem buscou iluminação com o propósito de enxergar à noite.
- (D) Incorreta: "Logo que" indica tempo (imediatamente depois de algo acontecer), não finalidade. A armadilha: o aluno pode pensar em "logo" como conclusão, mas aqui a expressão é temporal.
- (E) Incorreta: "Desde que" pode indicar tempo (a partir de quando) ou condição (se), nunca finalidade. A pegadinha: em alguns contextos, "desde que" é condicional, mas não se encaixa no sentido de objetivo.
Fonte: CESGRANRIO IBGE - Processo Seletivo 02/2016 Agente de Pesquisas e Mapeamento (Caderno Gabarito 1). Reproduzida para fins de estudo.