Questão nº 60
Questão de Análise de Sistemas · CESGRANRIO BNDES 01/2024 (nº 60)
O Transport Layer Security (TLS) é um padrão de comunicação segura que criptografa e autentica a comunicação entre aplicativos e servidores para assegurar proteção de dados. As duas versões mais comuns ainda em uso hoje são o TLS 1.2 e o mais recente protocolo TLS 1.3. Existem várias diferenças importantes entre essas versões que melhoram a segurança, o desempenho e a privacidade.
Dentre as principais diferenças, verifica-se que o TLS 1.3 suporta
- Aapenas a cifragem AEAD com algoritmos fortes, como o AES-GCM e o Cha-Cha20-Poly1305. (alternativa correta)
- Bapenas o handshake completo com dois round-trips, enquanto versões antigas suportam o handshake com um round-trip ou zero round-trip, com retomada da sessão.
- Copcionalmente a cifragem simétrica DES e 3DES, mas removeu os algoritmos MD5 e SHA-1.
- Dopcionalmente o forward secrecy para trocas de chaves, usando Diffie–Hellman e Diffie–Hellman de curva elíptica.
- Eopcionalmente trocas de chaves RSA estáticas, nas quais os servidores usam certificados com chaves RSA para criptografar chaves de sessão e trocá-las com clientes.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O conceito-chave é que o TLS 1.3 foi desenhado para "enxugar" o protocolo: ele removeu todos os algoritmos antigos e inseguros, e tornou obrigatório o uso de cifragem autenticada (AEAD) — ou seja, um único modo que garante confidencialidade e integridade ao mesmo tempo, como o AES-GCM (padrão) e o ChaCha20-Poly1305 (alternativa para dispositivos sem aceleração de hardware). Além disso, o TLS 1.3 exige forward secrecy (sigilo perfeito), ou seja, a chave de sessão nunca pode ser recuperada mesmo se a chave privada do servidor vazar no futuro.
- (A) Correta: O TLS 1.3 só aceita cifras AEAD com algoritmos fortes (AES-GCM, ChaCha20-Poly1305); cifras antigas (CBC, DES, 3DES) foram totalmente removidas, e o uso de AEAD é obrigatório, não opcional.
- (B) Incorreta: É o contrário: o TLS 1.3 reduziu o handshake para 1 round-trip (1-RTT) no primeiro contato e 0-RTT na retomada de sessão; as versões antigas (1.2) é que usavam 2 RTTs no handshake completo.
- (C) Incorreta: O TLS 1.3 removeu DES, 3DES, MD5 e SHA-1; nenhuma dessas cifras ou hashes é suportada, nem opcionalmente — a lista de algoritmos permitidos é fechada e moderna.
- (D) Incorreta: O forward secrecy no TLS 1.3 não é opcional — é obrigatório; o protocolo só permite trocas de chaves efêmeras (DHE ou ECDHE), e proíbe qualquer troca de chave estática (como RSA estático).
- (E) Incorreta: O TLS 1.3 eliminou completamente o modo de troca de chaves RSA estático (onde o cliente criptografa a chave de sessão com a chave pública do servidor); isso era permitido no TLS 1.2 e foi removido por ser vulnerável a ataques de decriptação retroativa.
Armadilha da banca na alternativa (D): ela é a mais tentadora porque o forward secrecy é um conceito real e importante do TLS 1.3. A pegadinha está na palavra "opcionalmente" — o TLS 1.3 torna obrigatório o forward secrecy, não opcional. Quem lê rápido e sabe que o TLS 1.3 usa Diffie-Hellman efêmero marca (D) sem perceber que o termo "opcional" inverte o sentido correto.
Fonte: CESGRANRIO BNDES 01/2024 Analista - Análise de Sistemas (Cibersegurança) (Caderno Prova 2). Reproduzida para fins de estudo.