Questão nº 22
Questão de Atualidades do Mercado Financeiro · CESGRANRIO BASA 01/2018 (nº 22)
Ao quebrar o consenso internacional em torno do estatuto de Jerusalém, cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, o presidente Donald Trump conduziu seu país ao isolamento. Uma ampla maioria da Assembleia Geral da ONU criticou a decisão que coloca um obstáculo à paz. A decisão de Trump contraria uma resolução da ONU, de 1980, que declarou nulas e sem efeito todas as medidas adotadas por Israel que "modificam o caráter geográfico e histórico da Cidade Santa".
O texto acima refere-se à decisão do presidente Donald Trump, em dezembro de 2017, de
- Adeterminar Jerusalém Oriental como palestina.
- Btransferir a embaixada dos EUA para Tel Aviv.
- Cconsultar oficialmente a Autoridade Palestina.
- Dreconhecer Jerusalém como capital de Israel. (alternativa correta)
- Ereativar a presença israelense na Faixa de Gaza.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
O conceito-chave aqui é o status de Jerusalém: a comunidade internacional nunca reconheceu a soberania total de Israel sobre a cidade (que é disputada com os palestinos), e a ONU considera que qualquer mudança unilateral no seu caráter é inválida. A decisão de Trump, em dezembro de 2017, foi justamente reconhecer Jerusalém como capital de Israel, quebrando esse consenso e gerando a reação descrita no texto.
- (A) Incorreta: A decisão não determinou Jerusalém Oriental como palestina; pelo contrário, ela favoreceu a posição israelense sobre toda a cidade.
- (B) Incorreta: A decisão foi de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, e não para Tel Aviv (que já era o local da embaixada).
- (C) Incorreta: A medida foi unilateral e não envolveu consulta oficial à Autoridade Palestina, que foi pega de surpresa e criticou a ação.
- (D) Correta: Este é o gabarito: Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, contrariando a resolução da ONU de 1980 e o consenso internacional.
- (E) Incorreta: A decisão não teve relação com a Faixa de Gaza, que é um território separado do status de Jerusalém.
Armadilha da banca na alternativa (B): O distrator mais tentador é a letra B, pois a mídia noticiou muito a "mudança de embaixada". A pegadinha é inverter os termos: a embaixada saiu de Tel Aviv (onde ficava) e foi para Jerusalém. A alternativa diz que ele transferiu a embaixada para Tel Aviv, o que é o oposto do que ocorreu. Lembre-se: a ação foi reconhecer a capital (D) e, como consequência prática, mover a embaixada para lá (não para Tel Aviv).
Fonte: CESGRANRIO BASA 01/2018 Técnico Científico - Área de Formação: Medicina do Trabalho. Reproduzida para fins de estudo.