Questão nº 11

Questão de Língua Portuguesa · CESGRANRIO ANP 2016 (nº 11)

CESGRANRIO2016Comum Técnico em RegulaçãoLíngua Portuguesa
Gabarito: Bver comentário ↓

As formas verbais estão empregadas coerente e adequadamente, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, em:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

O segredo aqui é entender que a correlação entre os tempos verbais não é livre: quando você usa um verbo no futuro do pretérito (ex.: teriam), a condição que o acompanha deve estar no pretérito imperfeito do subjuntivo (ex.: fossem, tivessem). Isso cria uma "dupla" perfeita para falar de hipóteses irreais ou pouco prováveis. Já o presente do subjuntivo (ex.: , invista) exige o presente do indicativo ou futuro do presente na outra oração, e o futuro do subjuntivo (ex.: desenvolverem) exige o futuro do presente na principal. A banca testa se você percebe quando essa "dupla" está trocada.

  • (A) Incorreta: A estrutura "É desejável que" exige presente do subjuntivo (, atenda), mas a frase usa pretérito imperfeito do subjuntivo (desse, atendesse), quebrantando a correlação.
  • (B) Correta: A hipótese com teriam (futuro do pretérito) pede o pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse, tivesse), formando a dupla perfeita de uma condição irreal ou improvável.
  • (C) Incorreta: A condição fossem (pret. imperf. subj.) exige o futuro do pretérito (apresentaria) na principal, mas a frase usa apresentará (futuro do presente), misturando tempos de hipóteses diferentes.
  • (D) Incorreta: "É necessário que" pede presente do subjuntivo (invistam), mas a frase usa investissem (pret. imperf. subj.), repetindo o mesmo erro da letra A.
  • (E) Incorreta: A ação desenvolverão (futuro do presente) exige futuro do subjuntivo (tiverem) na condição, mas a frase usa tivessem (pret. imperf. subj.), que só combina com teriam.

Armadilha da banca na letra C (a mais tentadora): O aluno vê "fossem" e acha que qualquer futuro serve. A pegadinha é que apresentará (futuro do presente) indica certeza, enquanto fossem indica hipótese. A banca troca o futuro do pretérito (apresentaria) pelo futuro do presente, criando uma frase que "soa" bem, mas é incoerente.

Fonte: CESGRANRIO ANP 2016 Conhecimentos Comuns (Técnico em Regulação). Reproduzida para fins de estudo.

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