Questão nº 69

Questão de Contabilidade · CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P1 Conhecimentos Gerais (nº 69)

CEBRASPE2025Auditor Fiscal de Receitas EstaduaisContabilidade
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Na elaboração da demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, o lucro líquido do exercício deve ser ajustado, entre outros itens, por

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: No método indireto, partimos do lucro líquido (resultado contábil) e o convertemos em caixa gerado nas operações. Como o lucro usa o regime de competência (receitas e despesas quando ocorrem, não quando pagam/recebem), precisamos adicionar de volta as despesas que reduziram o lucro mas não consumiram caixa (ex.: depreciação, amortização, perda por redução ao valor recuperável).

  • (A) Correta: É exatamente o ajuste clássico: despesas não desembolsáveis (como depreciação) são somadas ao lucro líquido, pois reduziram o resultado mas não saíram do caixa.
  • (B) Incorreta: Recebimentos de clientes são entradas de caixa e já aparecem na própria DFC (na seção de operações ou investimentos), mas não são ajustes ao lucro líquido no método indireto — eles são a consequência final, não o ajuste.
  • (C) Incorreta: Pagamentos a fornecedores são saídas de caixa (ou redução de passivo), mas o ajuste no método indireto é feito sobre despesas e receitas do resultado, não sobre pagamentos registrados no ativo (isso seria fluxo direto ou variação de capital de giro, não ajuste do lucro).
  • (D) Incorreta: Variações no saldo de caixa são o resultado final da DFC (a "linha de baixo"), não um ajuste ao lucro líquido — seria um raciocínio circular.
  • (E) Incorreta: Receitas que não afetaram o resultado (ex.: recebimento de adiantamento de cliente) são entradas de caixa que não passaram pelo lucro; no método indireto, elas são excluídas do lucro (ou tratadas como variação de passivo), mas a pegadinha é que o ajuste pedido é sobre despesas, não sobre receitas fora do resultado.

Armadilha da banca na (E): Ela inverte o conceito. A banca quer que você confunda "receitas que não afetaram o resultado" (como adiantamentos) com "despesas que não afetaram o caixa". No método indireto, o ajuste típico é adicionar despesas não-caixa (A), e subtrair receitas não-caixa (ex.: receita de equivalência patrimonial). A (E) parece plausível porque fala de "receitas", mas o ajuste clássico citado no enunciado é sobre despesas — e receitas que não afetaram o resultado não são ajustadas, são tratadas como variação patrimonial, não como ajuste do lucro.

Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P1 Conhecimentos Gerais Auditor Fiscal de Receitas Estaduais. Reproduzida para fins de estudo.

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