Questão nº 3

Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE SEFA-PR 2025 (nº 3)

CEBRASPE2025Comum Agente Fazendário EstadualLíngua Portuguesa
Gabarito: Dver comentário ↓

Referência em gestão fiscal, com superávit de R$ 6,4 bilhões em 2024 e mantendo a nota A+ na classificação máxima de capacidade de pagamento (CAPAG) do Tesouro Nacional pelo segundo ano consecutivo, o estado do Paraná demonstra que mesmo estados bem administrados não estão imunes aos efeitos macroeconômicos. Sua base tributável diversificada — agronegócio, indústria automotiva, energia, combustíveis, logística — também registra desaceleração, especialmente em segmentos sensíveis a juros, como veículos e materiais de construção. O que se pode inferir desse comportamento é que mesmo a gestão fiscal responsável não está imune a choques macroeconômicos, mas prepara o estado para atravessar períodos adversos com menor risco de desequilíbrio.

A experiência de estados como o Paraná, que consolidaram suas finanças públicas e alcançaram as melhores classificações de capacidade de pagamento, oferece lições importantes. A disciplina fiscal em períodos de abundância criou uma margem de segurança para o estado atravessar períodos de menor dinamismo sem rupturas. O controle rigoroso de gastos correntes preserva espaço fiscal para investimentos prioritários. A transparência na gestão orçamentária e o planejamento de longo prazo permitem a antecipação de cenários adversos e a implementação de ajustes graduais, evitando correções abruptas que comprometem a prestação de serviços públicos. Contudo, mesmo para estados bem-preparados, o cenário de 2026 exige postura cautelosa. O fim da fase de abundância não significa crise fiscal, mas demanda prudência nas decisões de gasto e foco na sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas estaduais.

Internet: <fazenda.pr.gov.br> (com adaptações).


No primeiro período do primeiro parágrafo do texto CG1A1-I, o termo "do Paraná", em "o estado do Paraná", desempenha a função sintática de

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Aposto é o termo que explica, especifica ou resume outro termo da oração, vindo normalmente separado por vírgulas, travessões ou dois-pontos. Ele não é preposicionado e não é exigido por nenhum nome — apenas "etiqueta" o termo anterior. Já o adjunto adnominal (a pegadinha clássica) também se liga a um substantivo, mas costuma vir com preposição e caracteriza o nome (posse, matéria, origem), sem explicá-lo.

  • (A) Incorreta: "o estado do Paraná" é o sujeito da oração; "do Paraná", sozinho, não exerce essa função — ele apenas especifica o núcleo "estado".
  • (B) Incorreta: é a armadilha da banca. "Do Paraná" parece adjunto adnominal por vir com preposição e acompanhar um substantivo, mas aqui ele não caracteriza "estado": ele identifica/especifica qual estado é, o que é papel típico de aposto. A banca explora justamente essa semelhança superficial (preposição + nome) para confundir.
  • (C) Incorreta: adjunto adverbial indica circunstância (tempo, lugar, modo etc.) ligada ao verbo; "do Paraná" não expressa circunstância nem modifica verbo algum.
  • (D) Correta: "do Paraná" especifica o substantivo "estado", dizendo exatamente de qual estado se trata — função típica de aposto especificativo, que é o termo que individualiza um nome genérico. Por isso é o gabarito.
  • (E) Incorreta: complemento nominal completa o sentido de um nome incompleto (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio); "estado" tem sentido completo e não exige complemento.

Fonte: CEBRASPE SEFA-PR 2025 Conhecimentos Comuns (Agente Fazendário Estadual). Reproduzida para fins de estudo.

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