Questão nº 46
Questão de História do Brasil · CEBRASPE IRBR 2026 (nº 46)
A crítica à política externa foi arma utilizada pela campanha republicana com o objetivo de desmoralizar o regime monárquico. As intervenções na região do rio da Prata e a Guerra do Paraguai foram temas atacados frequentemente por republicanos, a exemplo de Silva Jardim, Saldanha Marinho e Quintino Bocaiúva.
Relativamente à queda do Império e à Primeira República (1889-1930), julgue os itens que se seguem.
Entre as transformações da política externa brasileira na Primeira República, quando emergiu a figura central de Rio Branco, destacam-se a aproximação com Washington, a sistemática solução das questões fronteiriças e os primeiros movimentos da diplomacia multilateral (Sociedade das Nações e Pan-Americanismo).
Resposta comentada
A Primeira República (1889–1930) marca uma virada na política externa: o Brasil sai do eixo europeu/monárquico e passa a se aproximar dos EUA (a chamada "aliança não escrita"), resolve suas fronteiras por arbitragem e mediação — obra central do Barão do Rio Branco — e começa a participar de fóruns multilaterais, como as Conferências Pan-Americanas e, depois da 1ª Guerra, a Sociedade das Nações (embrião da ONU).
- Correta: Certo. Os três pilares citados — aproximação com Washington, solução sistemática das fronteiras (com Rio Branco à frente) e primeiros passos do multilateralismo (Pan-Americanismo e Sociedade das Nações) — são exatamente os traços definidores da política externa da Primeira República.
Fica de olho: a banca costuma trocar o eixo da aproximação — dizer que o Brasil se alinhou à Europa ou à Argentina como prioridade, ou afirmar que o multilateralismo só surgiu no pós-1945 (ONU). Também é comum inverter o período: atribuir a Rio Branco questões já resolvidas no Império ou dizer que ele rompeu com os EUA.
Fonte: CEBRASPE IRBR 2026 Diplomata (Terceiro Secretário). Reproduzida para fins de estudo.