Questão nº 203
Questão de Economia · CEBRASPE IRBR 2026 (nº 203)
Em economias abertas, choques de confiança e alterações no prêmio de risco podem afetar fluxos de capitais e pressionar a taxa de câmbio. A resposta de política econômica — incluindo-se o uso de juros, intervenção e reservas — depende, entre outros fatores, do regime cambial vigente e das restrições impostas pelo grau de mobilidade de capitais. Ademais, distinções conceituais entre taxa de câmbio nominal e taxa de câmbio real são relevantes para analisar preços relativos e competitividade, assim como para discutir mecanismos de transmissão do câmbio para a inflação. Acerca de macroeconomia aberta, regime cambial e determinação da taxa de câmbio, julgue os itens subsequentes.
Um aumento persistente do diferencial de juros tende a desvalorizar o câmbio e, por essa via, elevar a inflação doméstica; ademais, os efeitos sobre exportações e importações tendem a atenuar esse aumento do nível de preços.
Resposta comentada
Conceito-chave: Em economias abertas com mobilidade de capitais, quando a taxa de juros doméstica sobe em relação à externa, o país fica mais atrativo para investidores estrangeiros. Isso faz entrar capital (dólares, por exemplo), aumentando a oferta de moeda estrangeira e valorizando o câmbio (a moeda local fica mais forte). Câmbio valorizado significa importações mais baratas e pressão de baixa sobre a inflação, não de alta.
- Correta: Errado. O item diz que o aumento do diferencial de juros tende a "desvalorizar o câmbio" — é exatamente o contrário: juro doméstico maior atrai capital e valoriza a moeda local.
Como ficaria certo: Um aumento persistente do diferencial de juros tende a valorizar o câmbio e, por essa via, reduzir a inflação doméstica; ademais, os efeitos sobre exportações (que caem) e importações (que sobem) reforçam essa pressão baixista sobre os preços.
Fonte: CEBRASPE IRBR 2026 Diplomata (Terceiro Secretário). Reproduzida para fins de estudo.