Questão nº 59
Questão de Tecnologia da Informação · FGV TRF1 2024 (nº 59)
Iago trabalha em um banco e pretende encaminhar uma mensagem a Joyce, que trabalha na mesma rede, mas está fisicamente distante. Iago e Joyce compartilham um valor secreto comum que deve ser utilizado no trâmite da mensagem para assegurar sua autenticidade e confidencialidade.
Para garantir os critérios da comunicação, Iago deverá aplicar uma:
- Afunção de hash à mensagem. Após esse processo, deve efetuar a criptografia no resumo da mensagem e concatenar com a mensagem inicial a ser enviada a Joyce;
- Bfunção de hash à mensagem, concatenar com a mensagem a ser enviada e efetuar a criptografia de todo o bloco concatenado para que este seja enviado a Joyce;
- Cconcatenação do valor secreto comum com a mensagem para efetuar o cálculo do valor de hash. Após isso, concatena-se o hash com a mensagem para que sejam enviados para Joyce;
- Dconcatenação do valor secreto comum com a mensagem para efetuar o cálculo do valor de hash. Em seguida, deve efetuar o cálculo do hash. Após esse processo, concatena-se a mensagem com o resumo e depois efetua-se a criptografia do pacote completo, que será enviado a Joyce; (alternativa correta)
- Ecifração da mensagem e logo depois o cálculo do hash da mensagem cifrada. Após esse processo, faz-se a concatenação do hash com a mensagem cifrada, que será enviada a Joyce.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Para garantir a autenticidade (quem enviou a mensagem é quem diz ser e ela não foi alterada) e a confidencialidade (somente o destinatário pode ler a mensagem) usando um valor secreto comum, Iago deve primeiro criar uma "assinatura" da mensagem que só ele e Joyce podem gerar/verificar (usando o segredo) e depois "esconder" tudo (mensagem e assinatura) com criptografia (também usando o segredo).
(A) Incorreta: A mensagem original não é criptografada, falhando na confidencialidade. Além disso, o hash não é "chaveado" (não usa o valor secreto), o que enfraquece a autenticidade contra um atacante.
(B) Incorreta: Embora a mensagem seja criptografada (garantindo confidencialidade), o hash não é "chaveado" (não usa o valor secreto). Isso significa que um atacante poderia alterar a mensagem, calcular um novo hash para a mensagem alterada e criptografar tudo, comprometendo a autenticidade.
(C) Incorreta: A mensagem e o hash (que neste caso é um MAC, pois usa o valor secreto) são enviados sem criptografia, falhando completamente na confidencialidade.
(D) Correta: Esta alternativa descreve corretamente o processo de "MAC-then-Encrypt" (Autenticar-depois-Cifrar). Primeiro, um MAC (Message Authentication Code) é gerado concatenando o valor secreto com a mensagem e aplicando uma função de hash. Este MAC garante a autenticidade e integridade, pois só quem tem o segredo pode gerá-lo e verificá-lo. Em seguida, a mensagem original e o MAC são concatenados e criptografados juntos, assegurando a confidencialidade do pacote completo.
(E) Incorreta: O hash é calculado sobre a mensagem cifrada e não usa o valor secreto. Isso não garante a autenticidade da mensagem original de forma robusta, pois um atacante poderia manipular a mensagem cifrada e recalcular o hash sem conhecer o segredo.
Fonte: FGV TRF1 2024 Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.