Questão nº 33

Questão de Suporte em Tecnologia da Informação · FGV TJDFT 2022 (nº 33)

FGV2022Analista Judiciário - Suporte em Tecnologia da InformaçãoSuporte em Tecnologia da Informação
Gabarito: Ever comentário ↓

Lucas é um trader profissional que trabalha em uma corretora de valores. Ele efetua muitas operações durante o período em que a bolsa negocia seus ativos. Após fazer uma revisão em suas operações do dia, não validou, como sendo efetuadas por ele, algumas das operações que obtiveram prejuízo. Lucas, então, entrou em contato com a corretora e esta demonstrou, a partir de registros de auditoria e garantia de identidade, que as operações em questão realmente foram executadas por ele.
Para que a corretora prove que foi Lucas quem realmente executou as operações, ela deve fazer uso do conceito de segurança chamado:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

Irretratabilidade (ou não-repúdio) é a garantia de que uma pessoa não pode negar ter feito uma ação, porque existem provas técnicas (como logs de auditoria e certificados digitais) que vinculam a ação à identidade dela. É como uma assinatura de próprio punho: você não pode dizer "não fui eu" se a assinatura é sua.

  • (A) Incorreta: Confidencialidade protege o sigilo dos dados (só quem pode ver), mas aqui o problema é provar quem fez, não esconder a informação.
  • (B) Incorreta: Autenticidade confirma que a informação veio de uma fonte legítima (ex.: o sistema reconhece Lucas), mas não impede que ele negue depois; a irretratabilidade vai além, impedindo a negação.
  • (C) Incorreta: Integridade garante que os dados não foram alterados (ex.: o valor da operação continua o mesmo), mas não prova quem executou.
  • (D) Incorreta: Disponibilidade assegura que o sistema está acessível quando necessário, sem relação com provar autoria.
  • (E) Correta: Irretratabilidade é exatamente o conceito que impede Lucas de negar as operações, pois os registros de auditoria e a garantia de identidade provam que ele foi o autor — é o "não repúdio" da ação.

Armadilha da banca: O distrator mais tentador é a autenticidade (B), porque parece lógico "provar que foi ele". Mas a banca quer que você perceba a diferença: autenticidade confirma que a mensagem é verdadeira (origem), enquanto irretratabilidade impede que o autor negue a autoria depois. O verbo "não validou" e "provar que realmente foi ele" aponta para o não-repúdio, não para a simples confirmação de origem.

Fonte: FGV TJDFT 2022 Analista Judiciário - Suporte em Tecnologia da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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