Questão nº 56
Questão de Análise de Sistemas · FGV TJDFT 2022 (nº 56)
Ana precisa enviar a mensagem M para Bráulio de forma sigilosa pela rede do Tribunal de Justiça atendendo aos requisitos de segurança: autenticidade, não repúdio, integridade e confidencialidade. Para isso, Ana deve enviar uma chave secreta K para Bráulio e gerar uma assinatura digital AD(M).
Considerando que a chave K deve ser conhecida apenas por Ana e Bráulio, após esse processo deve-se cifrar K e AD(M) com a chave:
- Aprivada de Bráulio;
- Bprivada de Ana;
- Cpública de Ana;
- Dpública de Bráulio; (alternativa correta)
- Esecreta de Ana.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Conceito-chave: Para garantir confidencialidade, você cifra a mensagem com a chave pública do destinatário (Bráulio). Só ele tem a chave privada correspondente, então só ele consegue abrir. A assinatura digital (AD) garante autenticidade e não repúdio, mas a cifragem do conjunto (chave K + assinatura) com a chave pública de Bráulio é o que protege o sigilo.
- (A) Incorreta: A chave privada de Bráulio é secreta e nunca é usada para cifrar algo que ele mesmo vai receber; ela serve para decifrar e assinar.
- (B) Incorreta: A chave privada de Ana é usada para assinar (gerar AD), não para cifrar o conteúdo com sigilo; se cifrasse com ela, qualquer um com a chave pública de Ana abriria, quebrando a confidencialidade.
- (C) Incorreta: A chave pública de Ana serve para verificar a assinatura de Ana, mas não protege o sigilo do conteúdo, pois é pública (qualquer um pode usar para decifrar o que foi cifrado com a privada de Ana).
- (D) Correta: Cifrar K e AD(M) com a chave pública de Bráulio garante que somente Bráulio, com sua chave privada, consiga decifrar. Isso atende à confidencialidade, enquanto a assinatura (feita com a privada de Ana) cuida da autenticidade, integridade e não repúdio.
- (E) Incorreta: "Chave secreta de Ana" é a mesma coisa que a chave privada de Ana; usá-la para cifrar o conteúdo não garante sigilo para Bráulio, pois qualquer pessoa com a chave pública de Ana poderia decifrar.
Armadilha da banca: O distrator mais tentador é a (B), pois o aluno confunde "assinar com a chave privada" com "cifrar para sigilo". A pegadinha está em misturar os papéis: a chave privada de Ana assina (autenticidade/não repúdio), mas quem garante o sigilo é a chave pública de quem recebe (Bráulio).
Fonte: FGV TJDFT 2022 Analista Judiciário - Análise de Sistemas (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.