Questão nº 11
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJ-SE Servidor 2023 (nº 11)
Texto 1 – Bia Haddad se cobra após vitória inédita: "Fiquei um pouco insatisfeita" (adaptado)
Paulista supera Jaqueline Cristian, carimba vaga na terceira rodada – seu melhor resultado no Grand Slam –, mas não fica satisfeita com o próprio desempenho em quadra
Por Redação do GE — Londres, Inglaterra
A vitória sobre Jaqueline Cristian, por 2 sets a 1, nesta quinta-feira, alçou Bia Haddad Maia a uma inédita terceira rodada em Wimbledon. A paulista, porém, não ficou satisfeita com a própria performance na quadra: ela admite que precisou ser conservadora para conquistar o resultado e promete melhorar na próxima fase.
— Estou na terceira rodada em Wimbledon pela primeira vez. Estou feliz pela minha luta, pela briga, mas fiquei um pouco insatisfeita com meu nível de tênis. Quero parabenizar minha adversária, que jogou em alto nível bastante tempo, foi mais competitiva durante todo o jogo. Estou feliz pela minha luta, consegui dar um jeito de ganhar não me sentindo bem. Fui resultadista, o que fez meu nível baixar bastante. Fui bastante conservadora. Tenho a oportunidade de melhorar meu tênis. Quero agradecer a todo mundo pelo apoio e pela torcida – declarou a jogadora, que anotou sua nona vitória de virada em 2023, via assessoria de imprensa.
Décima terceira colocada do ranking, Bia Haddad vai enfrentar a romena Sorena Cirstea – que ocupa o 37º lugar – na terceira rodada, em data a ser anunciada pela organização.
"Fui resultadista, o que fez meu nível baixar bastante." (Texto 1, 2º parágrafo)
A única forma de substituir a expressão nominal "meu nível" por um pronome pessoal SEM gerar desvio em relação à norma padrão é:
- AFui resultadista, o que lhe fez baixar bastante;
- BFui resultadista, o que o fez baixar bastante; (alternativa correta)
- CFui resultadista, o que fez ele baixar bastante;
- DFui resultadista, o que fez-o baixar bastante;
- EFui resultadista, o que fê-lo baixar bastante.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A colocação pronominal é a posição do pronome pessoal oblíquo (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. Em português, ele pode vir antes (próclise), depois (ênclise) ou no meio (mesóclise) do verbo, e a escolha depende de regras gramaticais, especialmente da presença de certas palavras que atraem o pronome para antes do verbo (próclise).
(A) Incorreta: "lhe" é pronome oblíquo tônico e geralmente é usado com preposição. Aqui, o pronome deveria ser átono e substituir "meu nível", que é objeto direto.
(B) Correta: A expressão "o que" atrai o pronome para antes do verbo ("fez"), caracterizando a próclise. O pronome "o" substitui corretamente "meu nível", que é objeto direto do verbo "fazer". A estrutura "o fez baixar" é gramaticalmente correta e segue a norma padrão.
(C) Incorreta: "ele" é pronome pessoal do caso reto e não pode funcionar como objeto direto do verbo "fazer" nesse contexto, que exige um pronome oblíquo átono.
(D) Incorreta: A mesóclise (pronome no meio do verbo) só ocorre com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, o que não é o caso do verbo "fazer" aqui.
(E) Incorreta: A ênclise (pronome depois do verbo) só é permitida quando não há fator de atração para a próclise. Aqui, a conjunção "o que" atua como fator de atração, exigindo a próclise. A armadilha da banca aqui é tentar confundir o aluno com a forma correta da ênclise ("fê-lo"), mas esquecendo que a estrutura da frase pede a próclise.
Fonte: FGV TJ-SE Servidor 2023 Conhecimentos Comuns (Técnico) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.