Questão nº 13
Questão de Língua Portuguesa · FGV ALESC 2024 (nº 13)
FGV2024Comum Analista Legislativo IIILíngua Portuguesa
Gabarito: Bver comentário ↓
Observe a frase a seguir.
"Há sempre tempo para se dizer alguma coisa, mas não para se ficar em silêncio".
Assinale a modificação estrutural dessa frase que não está adequada.
- AMudar formas reduzidas para formas desenvolvidas: "Há sempre tempo para que se diga alguma coisa, mas não para que se fique em silêncio".
- BMudança de voz passiva para voz ativa: "Há sempre tempo para que digamos alguma coisa, mas não para que fiquemos em silêncio". (alternativa correta)
- CInversão na posição de termos: "Nem sempre há tempo para se ficar em silêncio, mas há sempre tempo para se dizer alguma coisa".
- DTroca de forma impessoal por forma personalizada: "Há sempre tempo para que digamos alguma coisa, mas não para que fiquemos em silêncio".
- EMudança de tempo da frase para o passado: "Houve sempre tempo para que disséssemos algo, mas não para que ficássemos em silêncio".
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
O conceito-chave aqui é que uma frase pode ser dita de várias maneiras, mudando sua estrutura (como a voz do verbo, o tempo, a forma da oração) sem alterar sua ideia principal, desde que as regras gramaticais sejam seguidas.
- (A) Incorreta: Esta modificação está adequada. A transformação de formas reduzidas (infinitivo pessoal "para se dizer/ficar") para formas desenvolvidas (oração subordinada com verbo no subjuntivo "para que se diga/fique") é uma transformação estrutural comum e gramaticalmente correta.
- (B) Correta: Esta modificação não está adequada porque a descrição da transformação é falha para uma parte da frase. A oração "para se ficar em silêncio" não pode ser classificada como voz passiva, pois o verbo "ficar" é intransitivo neste contexto e não admite voz passiva. Portanto, não é possível fazer uma "mudança de voz passiva para voz ativa" para essa parte da frase. A frase resultante ("para que digamos alguma coisa, mas não para que fiquemos em silêncio") é gramaticalmente correta, mas a descrição da transformação como "mudança de voz passiva para voz ativa" é inadequada para a totalidade da frase original. Armadilha da banca: A armadilha está em assumir que "se" sempre indica voz passiva. Em "para se ficar em silêncio", o "se" indica sujeito indeterminado, o que não é voz passiva.
- (C) Incorreta: Esta modificação está adequada. A inversão da ordem das ideias e a reestruturação da negação ("Nem sempre há tempo para se ficar em silêncio, mas há sempre tempo para se dizer alguma coisa") é uma alteração de ênfase e ordem que mantém a coerência e a correção gramatical da frase.
- (D) Incorreta: Esta modificação está adequada. A transformação de uma forma impessoal (com sujeito indeterminado pelo "se", como em "para se dizer/ficar") para uma forma personalizada (com um sujeito específico, como "nós" em "para que digamos/fiquemos") é uma transformação estrutural válida e corretamente descrita.
- (E) Incorreta: Esta modificação está adequada. A mudança do tempo verbal do presente ("Há") para o passado ("Houve") e a consequente adaptação dos verbos das orações subordinadas para o pretérito imperfeito do subjuntivo ("disséssemos", "ficássemos") é uma transformação de tempo verbal correta e consistente.
Fonte: FGV ALESC 2024 Conhecimentos Comuns (Analista Legislativo III) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.