Questão nº 48
Questão de Tecnologia da Informação · FCC DPE-RS 2017 (nº 48)
Um Defensor Público cifrou uma mensagem com sua chave privada e enviou por e-mail para um grupo de colegas de trabalho. Todos os colegas conseguiram decifrar a mensagem, já que conheciam a chave pública do Defensor Público. Na transação garantiu-se
- Aa confidencialidade, pois o uso da chave privada impediria outras pessoas fora do grupo de lerem a mensagem, caso a recebessem.
- Bo não repúdio, já que a cifragem com a chave privada foi suficiente para caracterizar a mensagem como assinada digitalmente, evitando assim a negação do envio da mesma.
- Ca integridade, pois a mensagem não poderia ser alterada até chegar ao destino, já que estava criptografada.
- Da autenticidade, pois o uso da chave privada caracterizou uma operação que somente o Defensor Público tinha condições de realizar. (alternativa correta)
- Ea veracidade da mensagem, já que a cifragem com a chave privada impede que ela seja falsificada ou alterada durante o trajeto.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
A criptografia assimétrica usa um par de chaves relacionadas matematicamente: uma chave pública (compartilhada) e uma chave privada (mantida em segredo). A chave pública pode criptografar mensagens que só a chave privada correspondente pode decifrar (garantindo confidencialidade), ou a chave privada pode "assinar" mensagens que só a chave pública correspondente pode verificar (garantindo autenticidade e não repúdio).
(A) Incorreta: A confidencialidade é garantida quando a mensagem é cifrada com a chave pública do destinatário e decifrada com a chave privada do destinatário. No cenário, o Defensor Público usou sua própria chave privada para cifrar, o que não impede que qualquer um com a chave pública (que é pública) decifre a mensagem, não garantindo confidencialidade.
(B) Incorreta: Embora a cifragem com a chave privada seja o mecanismo de uma assinatura digital, que por sua vez garante o não repúdio, a garantia mais direta e fundamental da operação descrita é a autenticidade. O não repúdio é uma consequência jurídica da autenticidade comprovada. A armadilha é que o não repúdio está intimamente ligado à assinatura digital, mas a autenticidade é a propriedade criptográfica primária estabelecida pela verificação da assinatura.
(C) Incorreta: A integridade, que é a garantia de que a mensagem não foi alterada, não é garantida apenas pela cifragem com a chave privada. Para garantir integridade de forma robusta, geralmente se usa um hash da mensagem, que é então assinado digitalmente com a chave privada. Apenas cifrar com a chave privada não impede que a mensagem seja alterada e ainda assim decifrada (mesmo que o resultado seja ilegível ou sem sentido).
(D) Correta: O uso da chave privada para cifrar uma mensagem e a capacidade de decifrá-la com a chave pública correspondente prova que a mensagem só poderia ter sido originada pelo detentor da chave privada. Isso garante a autenticidade da origem da mensagem, ou seja, que ela realmente veio do Defensor Público.
(E) Incorreta: A "veracidade da mensagem" é um conceito mais amplo, que se refere à verdade do conteúdo da mensagem. A criptografia assimétrica, neste contexto, garante a autenticidade da origem e a integridade (se usada corretamente com hashes), mas não a verdade intrínseca do que está escrito na mensagem.
Fonte: FCC DPE-RS 2017 Analista - Apoio Especializado (TI - Segurança da Informação) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.