Questão nº 66

Questão de Informática Forense · CEBRASPE PF 2025 (nº 66)

CEBRASPE2025Perito Criminal Federal - Informática ForenseInformática Forense

A fim de identificar vulnerabilidades e entender o algoritmo criptográfico, foi realizada a análise de um firmware embarcado proprietário, compilado para uma arquitetura customizada RISC com instruções não padrão (ISA extension), que implementa rotinas criptográficas e anti-depuração avançadas, incluindo anti-tampering e control flow flattening, além de otimizações de compilador de tempo de ligação.

A partir da situação hipotética precedente, julgue os itens que se seguem.


A utilização de uma ISA extension customizada requer que o descompilador possua um processador específico (ou uma extensão) que compreenda as novas instruções; desse modo, deve-se criar ou adaptar o processador do descompilador, para evitar que a descompilação resulte em pseudocódigo incoerente ou em erros na interpretação de blocos inteiros.

Resposta comentada

O descompilador (ferramenta que tenta transformar o binário de volta em código de alto nível) depende de um módulo de processador que conhece o conjunto de instruções (ISA) daquele binário. Se o firmware usa uma ISA extension customizada (instruções novas que não existem no processador padrão), o descompilador não sabe decodificar essas instruções — ele vai "tropecar" nelas, gerando pseudocódigo sem sentido ou pulando blocos inteiros de código. Por isso, é obrigatório criar ou adaptar o processador no descompilador para ensiná-lo a reconhecer essas instruções novas.

  • Correta: Certo. Sem o suporte à ISA extension no descompilador, as instruções customizadas não são decodificadas, quebrando a análise e produzindo pseudocódigo incoerente ou erros em blocos inteiros.

Fica de olho: A banca pode inverter a lógica dizendo que "o descompilador consegue lidar automaticamente com ISA extension via heurísticas, sem precisar de adaptação" — isso é falso, pois qualquer instrução desconhecida exige configuração/plugin específico. Outra pegadinha comum é trocar "descompilador" por "depurador" ou "disassembler", mas o conceito de precisar conhecer a ISA vale para todos eles.

Fonte: CEBRASPE PF 2025 Perito Criminal Federal - Informática Forense. Reproduzida para fins de estudo.

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