Questão nº 207
Questão de Economia · CEBRASPE IRBR 2026 (nº 207)
Em economias abertas, choques de confiança e alterações no prêmio de risco podem afetar fluxos de capitais e pressionar a taxa de câmbio. A resposta de política econômica — incluindo-se o uso de juros, intervenção e reservas — depende, entre outros fatores, do regime cambial vigente e das restrições impostas pelo grau de mobilidade de capitais. Ademais, distinções conceituais entre taxa de câmbio nominal e taxa de câmbio real são relevantes para analisar preços relativos e competitividade, assim como para discutir mecanismos de transmissão do câmbio para a inflação. Acerca de macroeconomia aberta, regime cambial e determinação da taxa de câmbio, julgue os itens subsequentes.
Em regime de câmbio fixo, a autoridade monetária não pode utilizar a taxa de juros como instrumento de defesa da paridade cambial previamente estabelecida.
Resposta comentada
Em câmbio fixo, o Banco Central se compromete a manter a paridade (o preço da moeda estrangeira em reais) travada. Para defender essa paridade, ele pode e costuma usar a taxa de juros — subir juros atrai capital externo, segura a fuga de dólares e alivia a pressão sobre a paridade. Ou seja, juros são justamente uma das ferramentas clássicas de defesa do câmbio fixo.
- Correta: Errado. O item diz que a autoridade monetária "não pode utilizar a taxa de juros como instrumento de defesa da paridade cambial" — isso inverte o conceito: em câmbio fixo, os juros são sim um instrumento central de defesa da paridade (junto com intervenção e reservas).
Como ficaria certo: Em regime de câmbio fixo, a autoridade monetária pode utilizar a taxa de juros como instrumento de defesa da paridade cambial previamente estabelecida.
Fonte: CEBRASPE IRBR 2026 Diplomata (Terceiro Secretário). Reproduzida para fins de estudo.